terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Villa Solais 2006


Este branco italiano, da Sardenha, DOC Vermentino di Sardegna, é elaborado pela Vinícola Cantina Santadi, com as uvas Vermentino (70%) e Nuragus (30%). Fermentação em tanques de aço inoxidável, seguida por estágio sobre lias antes do engarrafamento. 13% vol álc.

Na taça apresenta uma bonita cor amarelo dourado. O nariz remete, vagamente, aos frutos brancos como pêra e goiaba branca, porém é muito discreto e após algum tempo torna-se, praticamente, nulo.

Em boca é muito mais interessante, com boa estrutura e acidez ainda bem presente e refrescante. Fim de boca remete a uma gostosa goiaba branca, entremeada com algum cítrico, talvez maracujá. Persistência 10+.

Apesar do nariz decadente, é um vinho bastante gastronômico e que, ao lado da comida, ainda dá prazer. Nesta ocasião, acompanhou fettucine nero com camarões e tomates cereja salteados e spaghetti com frutos do mar, ambos do restaurante Pasta del Capitano de Ilhabela-SP. O vinho melhorou com a companhia dos pratos e conversou muito bem com camarões, lulas e cia. Aliás, nesse encontrou, os pratos foram os maiores beneficiados, pois o vinho conseguiu deixá-los mais interessantes, uma vez que tenham chegado à mesa um tanto insonsos.

Avaliando a estrutura e o atual momento, é possível dizer que esse branco ainda tem alguns anos de vida, mantendo-se boa companhia à mesa, ainda que o seu decadente nariz não apresente qualquer evolução. Melhor mesmo, será tentar uma safra mais recente.

Importado pela Mistral, custou R$ 62 no restaurante.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Cepas Nobles Tannat 2007

Uruguaio, do Cerro Chapeu, elaborado por Bodegas Carrau. 100% Tannat, com passagem de 9 meses por barricas de carvalho americano. 13% vol álc.

Rubi violáceo, brilhante, boa profundidade de cor.

Nariz pouco expressivo, com álcool excessivo que incomoda - e não dissipa de forma alguma, mesmo à temperatura correta e depois de mais de uma hora de aeração. Os poucos aromas que se encontram remetem a frutas em compota e chocolate, este último muito discreto.

Em boca apresenta taninos muito discretos e delicados e acidez correta. Aromas remetem a compota de frutas. Final de boca com algum amargor e a repetição dos aromas encontrados no nariz.

Francamente, é um tannat que não empolga. Mesmo que fosse possível resolver o álcool, o conjunto não desperta muito interesse. Nariz muito discreto. Taninos que mais se assemelham aos de um gamay, em nada lembrando aquela rusticidade típica da cepa.

Importado pela Zahil a R$33. Temos, sem dúvida, opções melhores. Vale avaliar, o Amat, o tannat topo de gama da mesma bodega e que é muito cultuado no Brasil e mundo afora.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Milantino Merlot 2005

Nacional, do Vale dos Vinhedos, este Merlot varietal é elaborado pela Vinícola Milantino. Não encontrei informações sobre passagem por carvalho, mas a estrutura do vinho indica um leve estágio em barricas. 12,8% vol álc.

Em taça apresenta uma cor rubi, brilhante e profunda, com uma leve matiz acastanhada em sua borda, demonstrando alguma evolução.

No nariz, começou com camadas de frutas vermelhas maduras em compota e madeira. Muito instigante, vibrante, com características bem novo mundo. Após algum tempo, evoluiu, acalmando os aromas compotados, deixando a fruta mais livre e discreta e fazendo surgir especiarias, herbáceos e baunilha. Nesse momento, mais parecido com os vinhos do velho mundo. O único senão é que o álcool esteve a incomodar todo o tempo.

Em boca, taninos muito finos e elegantes, discretos mesmo, escoltados por mediana acidez. Estruturado. Confirma especiarias - canela, principalmente -, compota de frutas. Desta vez, o álcool apresentou-se mais comportado. Fim de boca longo.

À exceção do álcool no nariz, que deve ser corrigido com uma temperatura de serviço mais baixa, ao redor dos 16oC/17oC (comecei o serviço ao redor dos 21oC), é um vinho interessante e gastronômico, como a maioria dos Merlots da Serra Gaúcha.

Acompanhou Picanha grelhada e purê de batatas com gorgonzola. Comportou-se muito bem com a carne. Será bom acompanhamento, também, para carnes vermelhas assadas e massas com molho de tomate.

Pela estrutura, creio que ainda apresentará alguma evolução, não por muito tempo, em função dos seus taninos. Deve se manter vivo por 3-4 anos, podendo envelhecer bem por mais uns 3 anos.

Comprada no Makro Speciale, esta garrafa me custou ao redor dos R$25, sendo, por este preço, uma boa compra.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Villa Fabrizia Prosecco 2007


Espumante Italiano, de Conegliano, 100% uvas Prosecco, elaborado pela vinícola CVS Spa Vazola. 11% vol álc.

Em taça apresenta cor amarelo palha, com reflexos esverdeados, perlage de bolhas finas e abundantes.

Nariz com cítricos, maçã verde, pêssego discreto e fermento. Mantem-se intacto do início ao fim, não evolui, porém não cai.

Em boca é leve, refrescante, marcado pelos cítricos, maçã e pão.

Fácil de beber e bom de agradar, irá bem como aperitivo ou acompanhando pratos simples, entradas e pratos preparados com frutos do mar. Com lula empanada ou camarões salteados no azeite comportar-se-á muito bem.

Esta é a segunda garrafa provada em 12 meses e permaneceu boa parte deste tempo climatizada, ao redor dos 13oC. Comparando as notas, vejo que houve ligeira melhora nos aromas e a acidez se manteve.

Importado pela Casa Flora, em Brasília foi comprado na Adega do Vinho, por R$28. Por este preço, considero-o uma boa compra.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Adolfo Lona Brut Champenoise


Espumante brasileiro, de Garibaldi, RS, elaborado pelo cultuado enólogo Adolfo Lona com 60% Chardonnay e 40% Pinot Noir, pelo método tradicional, no qual a segunda fermentação durou 12 meses. 12% vol álc.

De cor amarelo dourado, com perlage abundante e de bolhas médias.
O nariz apresenta-se um pouco estéril, com guaraná e lembrança (com muito boa vontade) de cítricos.

Em boca é encorpado e refrescante. Notas aromáticas de boca são mais interessantes, apresentando cítricos mais vivos e fermento.

Confesso que esperava mais deste espumante, pois me decepcionei com o nariz tão plano, sem nada das tradicionais notas de fermento e pão, comuns aos espumantes elaborados pelo método champenoise.

Melhorou acompanhando a comida, um risoto de mariscos, damascos e queijo holandes defumado. Sozinho, como aperitivo, com saladinha ou entrada mais leve, creio que não irá funcionar.

Em sua faixa de preços, ao redor dos R$40, temos muitas outras opções mais interessantes, sejam nacionais ou importados.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Casillero del Diablo Sauvignon Blanc 2009

Elaborado pela gigante Concha y Toro, com 100% Sauvignon Blanc de vinhedos localizados no Valle Central. Fermentação em tanques de aço inox, com estágio de 3 meses sur lie. 13% vol álc.

Escolha do mês para análise da Confraria Brasileira de Enoblogs, esta foi a sugestão do confrade Cristiano Orlandi, do enoblog Vivendo Vinhos.

Amarelo palha, clarinho, com reflexos esverdeados. Nariz com cítricos, frutas brancas, maracujá, pêssego, algo doce que lembra bala de leite e toques minerais. Leve em boca, com muita refrescância e confirmação do nariz. Discreto amargor final. Persistência 15+.

Foi o escolhido para acompanhar risoto de aspargos, rúcula e camembert e filé de saint peter estufado no próprio vinho. Foi muito bem. Mais geladinho, vai melhor como aperitivo, ou acompanhando entradas, pois ao passo em que se torna muito refrescante, perde muito em aromas. Ao redor dos 12oC/13oC, torna-se mais gastronômico, ganha corpo e vai bem com uma maior gama de pratos, desde pescados a carnes brancas, massa ao pesto etc.

Vinho interessante e agradável, assim como os demais desta linha, é uma compra segura quando não se quer arriscar. É encontrado facilmente em lojas especializadas e grandes redes, com preços muito díspares. Esta garrafa me custou R$33,00 no Carrefour, mas é possível encontrá-lo a preços melhores (menos aqui na provínciana Brasília).

Nesta faixa de preços, creio que encontra concorrentes a altura, alguns, inclusive, fugindo do óbvio e proporcionando maior prazer. Mas ao redor dos R$25,00, é, praticamente, imbatível.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Íporos Crianza Vendímia Seleccionada 2005

Espanhol, elaborado na Rioja Alta por Bodegas Sonsierra. 100% tempranillo de vinhas com idade superior a 30 anos, envelhecimento em barricas americanas por 14 meses, com uma trasfega após 6 meses. 14% vol álc.

Rubi, brilhante, boa extração de cor, bordas com discreto tom de evolução. Nariz típico, com primeiro ataque de baunilha e côco. Frutas maduras surgem em seguida, assim como um aroma que lembra a xarope de groselha misturado a leite. Especiarias. Em boca, mostra-se elegante, medianamente encorpado, taninos corretos, acidez marcante. Aromas em boca confirmam o nariz, permanecendo longamente nas vias retronasais. 40+.

Deve ser servido ao redor dos 18oC/20oC, assim controlará o álcool e manterá a pertinência dos aromas. No mais, uma aeração de 30/45 min ajudará a abrir um pouco o nariz.

Quanto à longevidade, ainda está na crescente. Fase em que, creio, permanecerá pelos próximos 4-5 anos. Mantendo-se no topo por mais algum tempo, antes de começar o declínio.

Um crianza muito gostoso, com notas elegantes, evolutivas em taça, bom pra beber sozinho, ou acompanhando comida. Nesta noite, acompanhou maminha assada e foi perfeito. Mas irá bem, também, com uma imensa gama de pratos, desde carnes vermelhas e brancas (suínos e cordeiro), arrozes, massas com molho vermelho ou de funghi secci.

Importado pela Barrinhas, esta garrafa foi comprada em São Paulo no Makro Specialle, por R$ 35,00. Por este preço é imbatível. Por outro lado, creio que este não seja o preço corrente, mas sim resultado de alguma promoção.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Viñestral Tinto Joven 2008

Espanhol, DOCa Rioja. Elaborado por Vinos La Finca, com um corte de Tempranillo e Garnacha. 13,4% vol álc.

Rubi, brilhante, translúcido. Nariz com frutas negras, madeira (baunilha). Médio corpo, acidez na medida e taninos um pouco rascantes, porém elegantes. Aromas de boca confirmam frutas negras e uma goiaba mais evidente. Ligeirinho.

Este Rioja jovem, importação exclusiva do Makro, é um vinho que vai melhor com a companhia de comida, pratos simples, massas ao sugo, pizzas etc, condição em que se mostra gastronômico, redondo, com interessante frutado e final redondo. Sozinho apresenta amargor final e álcool um pouco excedente que incomodam um pouco.

No entanto, pelos R$15,00 cobrados, até que é uma opção a se considerar para o dia a dia.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Porca de Murça Branco 2008

Português, do Douro, este Branco é elaborado pela tradicional vinícola Real companhia Velha, a partir de um corte das castas Arinto, Fernão Pires, Gouveio, Moscatel e Viosinho. 12,5% vol álc.

Escolhido pelo confrade Rafael Loyola, do enoblog De Vinho em Vinho, como o vinho do mês a ser analisado pela Confraria Brasileira de Enoblogs.

Amarelo palha clarinho. Nariz com cítricos e frutas brancas, onde se destacam pêra, maçã verde e pêssego, alêm de alguns toques minerais. Boca leve, refrescante, marcada, principalmente, pela maçã verde. Ligeirinho.

Trata-se de um vinho simples, porém correto e agradável para o dia a dia. Um pouco mais de acidez, no entanto, o deixaria mais alegre.

Nesta noite acompanhou risoto de pêra com gorgonzola e fez um belo papel de coadjuvante. Neste caso, tivemos que deixar a temperatura subir um puoco, para que apresentasse maior sensação de corpo e pudesse escoltar a untuosidade do prato. Irá bem com pratos simples e/ou de pescados e frutos do mar.

Esta garrafa foi adquirida no Makro, aqui em Brasília, a R$17,00. Por este preço é um best-buy.

Ainda sobre o Baron de Ley oxidado

Primeiro tentei contato com a Expand através do seu website. Resultado: Ignorado, solenemente. Depois de alguns dias sem resposta, resolvi passar na loja Expand aqui de Brasília. Fui muito bem atendido pelo Thiago e pelo Bruno, que avaliaram o vinho e prontamente providenciaram a sua troca, sem rodeios, ou especulações.

Fica aqui o meu registro de agradecimento a estes dois profissionais, assim como a nota de repúdio ao tratamento recebido pelo canal virtual.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Baron de Ley Reserva 2001

Este Rioja, 100% tempranillo, 20 meses em barrica de carvalho americano e 24 meses em adega, é comercializado pela Expand.

Há dois meses eu comprei uma garrafa na loja do Outlet Premium, e resolvi abrí-la hoje, no almoço. Decepção! A rolha apresentava muito bolor, ao ponto de colar-se à capsula. Depois de desarolhado, apresentou intensa oxidação, tornando-o impossível de ser bebido.

Pode até ser um evento isolado, mas, de qualquer forma, fica o alerta.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Carta Nevada

Este Cava demi-sec é elaborado por Freixenet em Saint Sadurní D'Anoia, Pénedés. Assemblage típico da DO Cava, este espumante é elaborado a partir de um vinho base de partes iguais das castas Parellada, Macabeo (Viura) e Xarel-lo. Segunda fermentação, pelo método champenoise, levou 9 meses para ser completada (nas safras mais recentes, esta etapa foi estendida para 15 meses). 11,5% vol álc.

Amarelo claro, reflexos esverdeados. Perlage abundante, bolhas médias, coroa fina e elegante. Nariz com frutas brancas, pêra, cítricos, limão siciliano bem leve, florais, fermento, caramelo (leve também). Em boca apresenta-se leve e refrescante, com toque levemente adocicado e notas de pêra, fermento e, novamente, um caramelo bem leve. Persistência 30+.

Foi escolhido para uma noite de bruschetas, queijos, frios e Anjos e Demônios. Um pouco doce, para o meu paladar, para acompanhar a "refeição", porém harmonizou-se muito bem com o queijo gorgonzola. Deve ir bem, também, com sobremesas. Bem geladinho é um aperitivo muito interessante e excelente alternativa aos espumantes de moscatel.

Assim como seu irmão Cordón Negro, este cava, da gigante Vinícola Freixenet, é correto, sem defeitos e vai além. Tem bom custo benefício e suas qualidades não dizem que é um vinho elaborado aos milhares de caixas.

Importado por Preebor do Brasil, é facilmente encontrado em lojas especializadas e grandes distribuidores.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Condado de Oriza Joven 2007

Espanhol, da Ribera del Duero, elaborado por Bodegas Pagos del Rey. 100% Tempranillo, sem passagem por madeira, apenas um afinamento de 4 meses, engarrafado, na adega da vinícola. 13% vol álc.

Rubi, violáceo, brilhante. Nariz muito frutado, frutas maduras, nota muito presente de canela, especiarias, notas terrosas. Em boca, leve, refrescante, taninos marcantes. Aroma de goiaba toma conta do paladar. Longo, para um "joven". Persistência 20+.

Correto, agradável e gastronômico, expressa bem as características da tempranillo, de forma moderna e jovem. A nota de goiaba que permanece em boca é mesmo muito interessante e o torna uma opção para beber sozinho, descompromissadamente.

Nesta noite acompanhou, e bem, camadas de berinjela, queijo e presunto gratinadas e acompanhadas por molho ao sugo. Brincou com o molho, encarou a rusticidade das fatias de berinjela grelhadas. Deve ir bem com carne vermelha e branca, massas com molho de tomate, tortas e quiches.

Importado e distribuido pela Vintage Vinhos. Não sei o preço, pois esta garrafa foi presenteada à minha esposa, mas creio que não deve ultrapassar os R$40 ou R$50. Nesta faixa de preço é uma opção interessante.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Terranova Espumante Moscatel


Elaborado por Miolo Wine Group, na fazenda Ouro Verde, este espumante doce é vinificado de acordo com o método Asti (italiano). 7,5% vol álc.

Com cor verde bem clarinha e perlage fina e constante. Nariz doce, fresco, típico dos moscatéis. Boca leve, refrescante, mais seco do que a maioria dos moscatéis. Retrogosto com notas doces, florais. Ligeirinho.

Bom pra piscina, pros dias quentes, pros momentos descontraídos, pra "cunhada" mais chegada nos vinhos doces.

Outra opção de baixo custo e boa qualidade. R$16 no Makro Speciale.

Terranova Blanc de Blancs Brut


Elaborado por Miolo Wine Group, em sua fazenda Ouro Verde, no Vale do São Francisco. Blend de Chenin Blanc, Verdejo e Sauvignon Blanc. Segunda fermentação no método Charmat. 12% vol álc.

Amarelo palha, reflexos esverdeados, perlage fina e abundante. Nariz com frutado, cítricos e flores. Refrescante. Final redondo. Ligeirinha.

Espumante simples e agradável, pelo preço ao redor dos R$16 (no Makro Speciale) é uma opção a se considerar, para o dia a dia e para ocasiões descontraídas.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Elegido Blanco 2007

Uruguaio, elaborado pela Bodega Montes Toscanini, este branco é um bivarietal Chardonnay e Sauvignon Blanc. 13% vol álc.

Amarelo clarinho. No nariz é fresco, remete aos frutos cítricos e brancos, banana, pera. Em boca é leve e muito refrescante, com retroolfato tendendo às frutas brancas. 15+

Simples e baratinho (R$12 no Makro Speciale), porém muito bem feito. Vai bem sozinho (bem geladinho) ou à mesa. Nesta ocasião escoltou um ensopado de Meca com leite de coco, mariscos e abóbora. Deixamos a temperatura subir um pouquinho, ganhou em aromas e corpo e fez bonito papel.

Creio que este deve ser o último post do ano, portanto, desejo aos amigos, enoblogueiros, leitores e enófilos um excelente 2010, repleto de realizações e bons vinhos. E que, na medida do possível, mais vinhos como este Elegido surjam em nosso mercado.

Abs.,
Marcus

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Os vinhos deste natal: Cava, Riojas e um Italiano...

E chega o Natal!Image by Breno Peck via Flickr


Noite super agradável, na casa dos amigos Alexandre e Carla, além do "iminente" Mateus, acomapanhandos, também, dos novos amigos Alexandre e Fernanda.

Com o trabalho nos consumindo, ininterruptamente, nas últimas 6 semanas, resolvemos ficar em Brasília neste natal e aceitamos o convite dos nossos amigos, para uma ceia, mais do que especial, em seu novo apartamento.

Com 3 esposas de sorte (opinião mais do que parcial), os maridos cuidaram da ceia, a mim coube a sobremesa e a escolha dos vinhos. Só pra constar, as sobremesas foram creme brullé e chesse cake com geléia de berries, a pedido da futura mamãe.

Nesta noite, deixei as fotos e as anotações de lado e me entreguei ao convívio e à celebração. Pontanto, o que segue abaixo é um breve relato, de memória, das garrafas "deitadas", e uma fotinho que tirei, quase que por acaso.

Em tempo, parabenizo ao aniversariante do dia, Homem fundamental na história da humanidade, recebe diversos nomes, em função de cultura e religião, mas Seus ensinamentos, moral e importância seguem inabaláveis e compreensíveis a todos. E quanto mais nos pautamos por Sua história, mais crescemos, mais colhemos, mais nos doamos, mais nos aproximamos Dele e de Seu Pai.

Salve meu Pai Oxalá!

Vamos aos vinhos:

Cava Benito Escudero Abad Brut - BEA Brut
Cava de Rioja. 100% Viura. Champenoise, 3 anos. 11,5%.

Amarelo palha, perlage fina e persistente. Aromas de torrefação e cítricos, intensos, tomam conta do ambiente. Cremosa, refrescante. Persistente.Continua atraente e com perspectiva de vida longa.

Foi o espumante da celebração, das boas vindas e da lembrança do aniversariante do dia. Cumpriu muito bem o seu papel, colocou todos no clima e abriu espaço para os próximos da lista.

Relembre aqui outra experiência com este cava.



Amativo 2003
Itália, Puglia. Vinícola Cántele. 60% Primitivo, 40% Negroamaro. 10 meses em barricas de carvalho. 14,5%.

Rubi, brilhante, translúcido, com bordas levemente acastanhadas, demonstrando alguma evolução. Nariz muito expressivo, com cerejas, muito frutado, balsâmico, madeira discreta, alguma baunilha, algum herbáceo. Em boca, tudo integrado, "quase" encorpado, taninos ainda firmes, porém aveludados, de excelente qualidade, escoltados por acidez ainda intensa. Aromas de boca confirmam a cereja, a baunilha e outras notas de madeira. Longo, 40+.

Arejado por 1hr30 antes do serviço, sua paleta cresceu muito durante a degustação.

Foi escolhido como o segundo vinho, acompanhou canapés e animada conversa, enquanto os Alexandres concluiam o jantar.

Excelente compra na World Wine.


Muga Blanco 2007
Rioja. Fermentado em Barrica. Corte de Viura (90%) com Malvasia. 13,5%.Amarelo, tende ao dourado.

Aromas cítricos, frutas brancas, alguma madeira. Em boca tem médio corpo, é muito refrescante e seus aromas tendem a frutas brancas. Persistência 20+.

Começamos o serviço com ele mais gelado, ao redor dos 8oC-10oC. Nesta etapa mostrou-se mais refrescante do que aromático, com uma paleta bem curta, assim como sua persistência. Deixamos a temperatura subir um pouco, ao redor dos 12oC/13oC, e a paleta aromática cresceu, mantendo interessante refrescância.

Acompanhou o jantar, cujos pratos principais foram o tradicional chester (no ponto certo, carne úmida, com toques vermelhos) e lombinho (assado longamente em baixa temperatura, servido no próprio molho). Foi bem com as duas carnes.


Solar de Becquer Reserva 2000

Rioja. Bodegas Benito Escudero. Tempranillo (70%), Mazuelo (20%) e Garnacha. 15 meses em barricas francesas, mais 25 meses em garrafa. 13%.

Rubi, bordas acastanhadas, já tendendo ao laranja. Nariz típico e complexo, com frutas vermelhas, groselha, algum morango, cereja também, notas animais, especiarias, pimenta, madeira. Boca com taninos aveludados, finos, bem encaixados com a acidez ainda evidente. Aromas de boca trazem de tudo um pouco do que se apresenta ao nariz. Persistência 40+.

Arejado por 1h30 antes do serviço.

Sua missão foi encerrar a noite, escoltando apenas a conversa animada, já tendendo às reflexões profundas, tal qual as suas nuances aromáticas. Cumpriu o seu papel, mas acabou rápido demais...

Outra excelente compra, esta na Cava de Vinhos.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal e um 2010 repleto de realizações...

Convento de Figueiró dos Vinhos, 1897/1898Image by Biblioteca Municipal - Figueiró dos Vinhos via Flickr

... É o que desejo a todos os amigos, confrades e confreiras da CBE, leitores deste blog e amantes do vinho.

Desejo, ainda, que a harmonia e o amor tomem conta destes momentos, tornando-os especiais e únicos, merecedores dos melhores vinhos de nossas adegas!

E que em 2010 estejamos ainda mais próximos, unidos pelo interesse no vinho, pelo prazer da boa companhia e do crescer contínuo, que a boa troca de experiências e conhecimento nos tem permitido.

Saúde!

Marcus
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

O vinho de 2009 do blog Azpilicueta

Vale dos Vinhedos - Bento Gonçalves/RSImage by Moisés Sbardelotto via Flickr


Iniciativa do Alexandre Frias, a (boa) idéia é somar, multiplicar, as experiências de diversos blogueiros e postar "o maior post sobre vinhos, do Mundo!". Cada blogueiro deve escrever sobre o melhor vinho que provou em 2009.

Bom, escolher uma, apenas uma, entre tantas oportunidades interessantes vividas a cada taça servida, pode ser uma tarefa desleal. Portanto, resolvi indicar alguns dos melhores vinhos que provei e postei:

* Espumante: Benito Escudero Brut. Chapenoise em 36 meses. 100% Viura.
* Branco: Becquer Blanco 2005, Viura, passagem por barrica, frutas e toques oxidados, num fundo muito refrescante. Longa persistência.
* Tinto: Pera Manca. Nariz muito elegante, com frutas, terra, especiarias, herbáceos, muitas camadas. Redondo. Não dá pra contar a persistência.
* Sobremesa: Corazon Latino. Pedro Ximenes. Alegre, fresco, intenso.

Bom, seria fácil, cômodo e "bacana" escolher o Pera Manca o "meu vinho do ano", no entanto, ele entregou tudo o que eu esperava, logo, apesar de ter sido muito bom, não houve muita surpresa. A surpresa ficou por conta de um nacional, de uma vinícola pequena da Serra Gaucha, de preço bem mais modesto, de uma casta que não é exatamente a que eu mais aprecio.

Meu vinho: Viapiana Via 1986 2004 (Vinícola Viapiana)

100% Cabernet Sauvignon, 6 meses em carvalho francês, mais 6 meses em garrafa antes de ir ao mercado.

Rubi, brilhante, com reflexos violáceos. Nariz com frutas negras, aromas amadeirados, como baunilha, chocolate, toques herbáceos e especiados. Encorpado, apresenta total integração entre taninos (elegantes e persistentes) e refrescante acidez. Final de boca com toques de pimenta negra, madeira, defumado, ameixa. 30+.
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Viña Zara 2007

Espanhol, DO Valdepeñas, elaborado por Bodegas Vinartis, com corte das castas Tempranillo e Airén, esta última, uma casta branca. Pouco ou nenhum estágio em carvalho. 12,5% vol álc.

Rubi, brilhante, com reflexos violáceos. Nariz com interessante frutado, vivo. Em boca, leve, taninos suaves, acidez marcante, talvez pela vinificação em tinto, em conjunto com uma casta branca. Palato frutado. Persistência 15+.

Com pouca evolução no nariz, manteve-se alegre e vivo por mais de uma hora e meia. As sensações no palato é que apresentaram mais flagrante melhora, evoluindo e fazendo desaparecer um desagradável amargor.
Melhor com comida. Acompanhou pizza (peperoni e quatro queijos), mas deve ir bem com carnes vermelhas e brancas, além de massas com molho ao sugo ou mesmo um putanesca.

Importado pela Casa Flora, esta garrafa foi adquirida em SP no Makro Speciale, por módicos R$15.

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