quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Coloma Selección Castillo Torre Bermeja 2007

Espanhol, Vino de la Tierra de Extremadura, este tinto é elaborado por Bodegas Coloma, com um incomum corte de Cabernet Sauvignon (60%) e partes iguais de Merlot e Garnacha. Amadurecimento de 9 meses em barricas de carvalho americano. 13% vol álc.

Rubi, denso, brilhante. Em nariz, notas florais em primeiro plano, toques de frutas negras, morango, mel, cravo, canela. Em boca, médio corpo, taninos presentes, aveludados e bem amparados por acidez marcante. Final de boca com especiarias, floral, morango. 20+.

Interessante é um bom adjetivo para este vinho, as características típicas das castas estão presentes, mas a presença do terroir também é marcante. Em minha opinião, este somatório de características é o ponto forte deste bom tinto.

Gastronômico é outro adjetivo que se aplica. Nesta ocasião, foi bem com picanha grelhada e salada. Passamos a salada, óbvio. Tem corpo pra enfrentar a untuosidade deste corte bovino. Mas irá bem, também, com carne suína, além de massas com molhos vermelhos. Ou seja, pela harmonização, este vinho tem tudo pra cair no gosto nacional (emho).

Mais um bom vinho que chegou pela Sociedade da Mesa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Pedro Romero Manzanilla Fina

Elaborado na cidade Sanlúcar de Barrameda, pela Bodega Pedro Romero, que desde 1860 produz seus caldos. 100% Palomino Fino, envelhecimento de 5 anos no sistema de criadeiras e soleira. 15% vol álc.

Amarelo dourado. Nariz típico, com notas oxidadas, frutas secas, frutas brancas, cítricos, presença de madeira. Em boca, demonstrou corpo leve, acidez na medida, notas oxidadas entrelaçadas aos frutos secos. Permanece longamente em boca e nariz.

A cor já evidenciava, mas a boca, principalmente, não deixou dúvidas, esta meia garrafa já havia passado da melhor hora de consumo. Mesmo assim, ainda foi possível encontrar alegria em seus goles.

Em temperaturas um pouco mais baixas foi melhor, e se recentiu das altas temperaturas, quando apresentou corpo um tanto aquoso, mais do que outras manzanillas, mas na temperatura certa mostrou-se elegante, refrescante e agradável. Foi, também, uma manzanilla menos gastronômica.

Era importada pela Wine Company, mas já não a encontra mais no web site desta importadora, creio que descontinuaram a importação. Em Brasília pode ser encontrada na Adega Santo Amaro.

Se eu encontrar, em outro revendedor, uma garrafa que apresente-se mais jovem, farei outro post complementar...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Via 1986 2004

Este 100% Cabernet Sauvignon é elaborado pela Vinícola Viapiana em Flores da Cunha, Serra Gaúcha, RS. Estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês e outros 6 meses em adega, após engarrafamento. 13,7% vol álc.

Rubi, brilhante, com reflexos violáceos. Nariz com frutas negras, aromas amadeirados, como baunilha, chocolate, toques herbáceos e especiados. Encorpado, apresenta total integração entre taninos (elegantes e persistentes) e refrescante acidez. Final de boca com toques de pimenta negra, madeira, defumado, ameixa. 30+.

Eu que não sou fã desta nobre casta francesa, tenho que reconhecer que este é um bom vinho nacional. Correto, complexo, só cresceu ao longo das mais de duas horas que durou sua degustação. Um belíssimo vinho! Produto de uma vinícola pequena, da qual já provei os finos de todas as gamas e só tive boas surpresas. Ainda por cima, gastronômico, como esperamos ser todos os bons produtos de nossa Serra Gaúcha.

Acompanhou almocinho tranqüilo de domingo, espaguete com ragú de costela bovina e redução de cabernet sauvignon. O prato estava muito bom (foi uma boa volta às panelas e ao fogão, depois de pausa de mais de 3 semanas), com interessante untuosidade, devidamente enquadrada pela acidez deste Via 1986. Pra mim, uma harmonização perfeita!

Pra completar o quadro, creio que esta safra ainda tenha uns dois anos de evolução em garrafa, mas parece-me ter estrutura para manter-se no auge por mais uns 5 anos.

O que esperar, então, da tão comentada safra 2005? Saberei em breve...
Adquirido em SP, na Imigrantes Bebidas, entendo ser uma excelente compra, mesmo ao redor dos R$45, preço pago em março/2009.

domingo, 8 de novembro de 2009

Salton Volpi Cabernet Sauvignon 2007

Elaborado pela gigante Vinícola Salton, este tinto é um corte de Cabernet Sauvignon (85%) e partes iguais de Merlot, Cabernet Franc e Tannat. Estágio de 6 meses em barricas de carvalho americano e outros 6 meses em garrafa, nas adegas da vinícola. 13% vol. álc.

Este é o vinho do mês da Confraria Brasileira de Enoblogs e foi escolhido pela confreira Fabiana, do enoblog Escrivinhos. A postagem estava programada, como de costume, para o 1º. de Novembro, mas por motivos alheios à minha vontade vínica, somente agora consegui avaliar o vinho e providenciar o post.

Rubi, denso e brilhante. Nariz com frutado e muita madeira, algo indefinido. Boca com algum desequilíbrio entre a presença dos taninos, um tanto verdes, e a discreta acidez, além de algum amargor final, que dá o tom dos aromas do retrogosto.

Alguns confrades o encontraram por preços ao redor dos R$20, eu paguei R$28 aqui no mercado de Brasília. De qualquer forma, não sei dizer se tive azar com a minha garrafa, mas pelo o que encontrei no vinho, nem pelo menor preço eu o recomendaria, pois creio que temos opções mais interessantes nas duas faixas de preço.

sábado, 7 de novembro de 2009

Tira-teima (Vega Ibor 2004)

Tempranillo grape clusters on the vineImage via Wikipedia

Esta semana abri uma nova garrafa deste 100% Cencíbel (Tempranillo), elaborado por Bodegas Real, em Valdepeñas, Espanha. Como o post anterior sobre este vinho já tem oito meses, acho que vale a pena acompanhar a evolução.

Esta garrafa foi mantida em adega climatizada, com temperatura ao redor dos 14oC.

O vinho morreu! Ainda pode ser consumido, mas sem pretensão alguma de prazer. O nariz desapareceu e em boca há um desequilíbrio grande entre taninos e acidez, tornando-o um vinho duro, diferente da elegância anterior.

Veja aqui o post anterior.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Chateau Toutigeac 2006

Este AOC Bordeaux é elaborado por Vignobles Toutigeac. Corte de Merlot (72%), Cabernet Franc (18%) e Cabernet Sauvignon (10%). Não especifica passagem por carvalho. 12,5% vol álc.

Rubi, brilhante, bom volume de cor. Nariz com frutas vermelhas, com morango bem evidente, especiarias. Boca doce, corpo leve, com taninos um tanto rústicos, acidez bem integrada. Retrogosto com especiarias bem presentes, um toque de pimenta preta. Ligeirinho.

Muito agradável, esse “bourdeauzinho” é um vinho interessante, bom para o dia a dia, sem muitas pretensões, porém fácil de beber, bom pra mesa (nesta ocasião harmonizou-se com spaghetti à puttanesca e fraldinha assada), mas que pode ir bem sozinho também... Deve ir bem em temperaturas entre 16oC e 24oC.

Importado e distribuído pela Sociedade da Mesa.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Espanha em 3 vinhos, 3 safras e 18 min...


... Se você está em dia com o inglês e dispõe dos 18 min, assista a esse vídeo. O apresentador relata um pouco da sua última viagem à terra de Don Quijote, sua passagem pelo El Bulli, o três estrelas do Ferran Adrià, e cata 3 vinhos (um branco de albariño e dois tintos). Vale a pena, apesar da afetação exagerada do apresentador.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Um Rioja Reserva, da safra 2004, é eleito o melhor vinho tinto do velho mundo...


... pelo júri do Japan Wine Challenge 2009.

O vinho em questão é o Baigorri Reserva 2004, um 100% Tempranillo, elaborado por Bodegas Baigorri em Rioja Alavesa. Esta bodega levou, ainda, o premio de melhor vinícola de 2009.

Se este desafio não lhe diz nada, é bom saber que a mesa do júri foi presidida por Steven Spurrier, Decanter Magazine.

Da América do Sul, o destaque foi o Undurraga Chardonnay 2008, eleito o “Best value” do certame.

Veja mais em:

Viños de España (http://www.winesfromspain.com/icex/cda/controller/pageGen/0,3346,1559872_4928822_23447701_4256290_-1,00.html)

Japan Wine Challenge (http://www.japanwinechallenge.com/information_result2009.html)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Aigles d’Aimery Rouge 2007

Elaborado por Sieur d’Arques em Limoux, França. Assemblage de Merlot e Grenache Noir em partes iguais. Não há indicação de passagem por barrica, mas suas características indicam que sim. 12,5% vol. alc.

Rubi. Nariz marcado por frutas vermelhas, nota vegetal, madeira bem integrada e um toque doce. Em boca, apresenta-se leve, sem ser ralo, seus taninos são um pouco rústicos, conferindo-lhe identidade. O senão é a acidez, que podia ser um pouco maior, tornando-se um contraponto mais interessante à rusticidade dos taninos. Aromas mais evidentes são morango e vegetais, sobre um fundo defumado. Persistência 15+.

Vinho muito agradável, excelente opção para o dia a dia, com custo ao redor dos R$22, pode ser bebido sozinho, ao redor dos 16oC, ou acompanhando comida (pratos descompromissados, massas com molho ao sugo, carne etc).

Pode ser encontrado nas redes Coop (São Paulo) e Super Maia (Bsb). Creio que no Zona Sul do RJ, também.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mavrodaphne of Patras (não safrado)

Elaborado por Cambas Winery, em Peloponeso, Grécia. 100% Mavrodaphne. Tinto, de sobremesa. 12 meses em barricas. 15% vol. álc.

Âmbar, brilhante, translúcido, demonstra evolução. Nariz com caramelo, cassis, canela, frutas secas, mel, mentol, resina, complexo e instigante. Em boca é doce, porém não enjoativo, com acidez bem equilibrada à doçura, aromas marcados por mel, canela, frutas secas. No retrogosto surgem aromas de garapa/caldo de cana e castanhas, que se mesclam à canela (sempre ela). Longo... 50+.

Em alguns momentos, principalmente mais resfriado, surge também um aroma que eu definiria como “de vinho do porto”, que se enquadra aos demais e deixa o conjunto ainda mais interessante.

É uma boa opção de vinho de sobremesa. Para quem gosta, pode ser servido como digestivo, pois o dulçor não é exagerado. Eu testei com fudge de chocolate e amendoim e não gostei muito. No caso de querer harmonizar, acho que chocolate não é mesmo o forte, mas pode ir bem com creme de papaia com cassis, pois o seu final lembra um pouco o licor de cassis, ou com cheese cake com calda de frutas vermelhas, por exemplo, ou, ainda, pode-se testá-lo com opções da doçaria portugesa.

O conjunto estrutura, álcool, doçura e acidez indicam que terá vida longa. O importador sugere 10 anos e eu creio que está certo.

Importado pela Vinci, atualmente é ofertado ao redor dos R$ 40,00, o que considero uma boa compra.

Tira-teima (Viña Costeira 2007 e Tremendus Clarete 2007)

Evolução ? - Evolution ?Image by ®oberto's via Flickr

Recentemente abri novas garrafas destes dois vinhos, que comentei aqui há 8 meses. Por não serem vinhos de grande guarda, acho interessante demonstrar aqui como se comportaram nesta nova prova.

Ambos foram guardados em local sem incidência de luz solar e com mínimo uso de luz elétrica, com alguma ventilação, porém sem controle de temperatura, que oscila ao redor dos 20oC, podendo subir um pouco nos dias mais quentes.

Viña Costeira 2007

Veja aqui o comentário anterior

Cor permanece inalterada. Nariz começou com uma tangerina gostosa e bem evidente, no entanto, logo perdeu a intensidade, tornando-se quase estéril neste sentido. Acidez está menos refrescante, mas os aromas em boca permanecem presentes e interessantes. Minha avaliação é que já passou do melhor momento e deve ser consumido o quanto antes.

Tremendus Clarete 2007

Veja aqui o comentário anterior

Manteve-se praticamente intacto, apenas perdendo um pouco em intensidade dos aromas, tanto em nariz, quanto em boca, além das agulhadas na ponta da língua. Pode ser consumido nos próximos 3 meses sem risco, além disso deve começar a se desequilibrar.
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sábado, 10 de outubro de 2009

Bouza Trilogia 2006

Este uruguaio, elaborado pela Bodega Bouza em Canelones, é um incomum corte de Tempranillo (50%), Merlot (25%) e Tannat (25%). Estágio de 9 meses em barricas francesas e americanas, engarrafamento sem filtragem e distribuição imediata. 13% vol. álc.

Rubi, denso. Nariz com amora, cereja, ameixa, groselha, banana, baunilha, chocolate, alguma nota animal. De bom corpo, seus taninos são presentes e um pouco rústicos, dando certa identidade para este vinho, ponto pra Tannat. A acidez está bem equilibrada no conjunto, refresca e convida ao próximo gole. Em boca surge uma goiaba muito interessante (e não evidenciada no nariz), num fundo frutado, com pouca – ou nenhuma – presença de madeira. Longo e agradável fim de boca. Persistência 25+.

Muito intrigante, este vinho apresenta distintamente características das 3 variedades, com a Tempranillo dominando o nariz, a Tannat a estrutura e a Merlot, assim como faz em boa parte de Bordeaux, agindo como coadjuvante indispensável, que aporta elegância e amarra todas as características em um conjunto sinérgico. Além disso, parabéns à Bouza e a seu enólogo, Dr. Eduardo Boido, pois as castas, individualmente, apresentam o que de melhor conseguem expressar em seus terroirs naturais.

Tem estrutura para suportar ainda algum tempo em garrafa. Creio que pode evoluir no próximo ano e se manter por mais uns dois anos.

Corte elaborado especialmente para a Sociedade da Mesa, ainda pode ser encontrado em seu website, por excelente custo x benefício. Outros rótulos desta Bodega são importados pela Decanter.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Grupo Freixenet alcança a nona posição no ranking mundial de vendas de vinhos

FreixenetImage by Alexandra Guerson via Flickr

Recentemente eu falei aqui do bom espumante Cordon Negro Brut, desta gigantesca indústria do vinho, e eis que hoje me deparo com esta notícia.

De um faturamento total de 500 milhões de euros no último ano fiscal, 60% corresponde à comercialização de espumantes da D.O. Cava e o restante a vinhos tranqüilos e outros espumantes, produzidos em 18 vinícolas do grupo, distribuídas por sete países e 3 continentes.

Um dos dados mais importantes é o aumento de receita com o produto Carta Nevada (que em breve comentarei), um Cava Demi-sec. Para poder aumentar o preço de comercialização do produto, a segunda fermentação, pelo método champenoise, passou a ser de 15 meses, aumentando, assim, em 6 meses o mínimo requisitado pela regulamentação da DO.

Leia mais:
Viños de España (http://www.winesfromspain.com/icex/cda/controller/pageGen/0,3346,1559872_4928822_23447701_4254420_-1,00.html)
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Mais um bom insight... “Uruguai diminui barreiras para a importação de bebidas alcoólicas”

DSC_0145Image by Fleury via Flickr

As autoridades uruguaias anunciaram recentemente a remoção de todas as barreiras à importação de bebidas de elevado teor alcoólico, substituindo-as por uma tarifação única.

Parece a contra-mão do que querem fazer as autoridades brasileiras. Qual caminho tende a fornecer melhores resultados? Em qual país os consumidores finais pagarão os menores preços para consumir o mesmo produto?

Fica aí a sugestão...

Leia na íntegra:
Viños de España (http://www.winesfromspain.com/icex/cda/controller/pageGen/0,3346,1559872_4928822_23447701_4255469_0,00.html)

ICEX (http://www.icex.es/icex/cda/controller/pageICEX/0,6558,5518394_5519005_6366453_4255246_1,00.html)
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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Aqui, assim como lá... Seria uma boa idéia!

O Grande vigilanteImage by Fernando Gonzaga via Flickr

Consultando o site da OEMV (Observatório Español Del Mercado Del Vino) eu encontrei um estudo detalhado da inserção do vinho espanhol em seus 6 principais mercados consumidores: Reino Unido, Holanda, Alemanha, Estados Unidos, Bélgica e Suiça. Em detalhes, o estudo, com cara de Planejamento Estratégico, apresenta dados de consumo, de inserção de imagem e, principalmente, os principais desafios e oportunidades em cada mercado.

É um estudo bem amplo, apesar de estar resumido em uma apresentação de 50 slides, e vale a pena uma verificada.

Pensando nos desafios internos, seria bom encontrar algo assim no site da Ibravin, com foco na inserção do produto nacional, em nosso próprio país (de dimensões continentais e hábitos tão diversificados), antes mesmo de pensarmos e nos concentrarmos na exportação. O embrião já está lá, com alguns dados históricos, por categoria de produto, dos anos 2004-2008, mas às vezes, só olhar pro passado não adianta, é preciso olhar pra frente!
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Tamaya Reserva Especial 2002

Elaborado pela Viña Casa Tamaya, no vale de Limari, Chile. Cabernet Sauvignon (50%), Carmenere (25%) e Syrah (25%). Amadurecido em barricas de carvalho por 14 meses. 13,5% vol álc.

Rubi, acastanhado, com bordas alaranjadas, evidenciando a idade. Nariz complexo, precisa de tempo para se abrir... Frutas vermelhas, com groselha bem expressiva, toques de madeira, baunilha, chocolate, café ao final, algumas notas de especiarias e herbáceos. Fundo de taça com notas de tabaco. Em boca, integração total entre os taninos já acalmados, com a acidez ainda viva e correta. Encorpado, com boca complexa, uma mescla de notas de madeira, tabaco, com toques herbáceos. Longo. 30+.

Vinho bem evoluído, creio que no seu apogeu. Tem estrutura para suportar ainda uns dois anos neste estágio.

Com comida ou só? Eu, como um apreciador dos vinhos evoluídos, deixaria a comida em segundo plano... Algo simples como uma tábua de queijos e frios, um mix de bruschettas ou algo do gênero. Mas deve ser companhia muito boa para cordeiro assado com especiarias, lombo de porco recheado com mix de cogumelos, magret de pato ao molho de frutas vermelhas etc.
Não sei como está a distribuição por território nacional, mas aqui em Brasília pode ser encontrado em muitos endereços. A Super Adega oferece o melhor preço, ao redor dos R$60,00, pelo qual o considero uma ótima compra.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Casa Valduga Premium Gewurztraminer 2008

Elaborado pela Casa Valduga, no Vale dos Vinhedos, este branco é um varietal de Gewurztraminer. 12,5% vol. álc.

Amarelo-palha, bem clarinho, com alguns reflexos esverdeados. Nariz muito expressivo, com frutas brancas, florais, notas cítricas. Boca muito refrescante, com presença do frutado. Permanece em boca e nariz por longo tempo.

Excelente custo-benefício, este branco pode ser encontrado, assim como o seu irmão mais novo, da safra 2009, por preços ao redor dos R$ 20. À mesa vai bem com todos os tipos de pescados e frutos do mar, assim como com carnes brancas. Deve se dar bem com um bom molho mostarda, porém com o bechamel não deve harmonizar tão bem.

Este 2008 foi provado há alguns meses e, pelo que eu vi, acho que ainda estará interessante este ano e em 2010, também, perdendo um pouco do frescor, mas ganhando alguma profundidade em nariz.

Cava Cordon Negro Brut

Este cava, elaborado pela gigantesca Freinexet, é um corte das castas Parellada (40%), Macabeo/Viura (35%) e Xarel-lo (25%), com segunda fermentação em garrafa, durante 18 meses. 11,5% vol álc.

Amarelo claro, com reflexos esverdeados. Perlage fina e abundante. Nariz com cítricos, minerais e algumas notas tostadas. Em boca, apresenta corpo leve e acidez bem presente.

Produto de uma “indústria” do vinho, este espumante, elaborado aos milhões de garrafas anualmente, surpreende pela boa qualidade. Tem vocação para a mesa, mas vai bem sozinho, bem geladinho, acompanhando um fim de tarde de calor elevado.

Na ocasião, foi escolha certeira para acompanhar um misto de “comidinhas”: antepasto de berinjela, espetinhos de batata com espinafre e robalo com camarão, escondidinho de bacalhau e rolinho de filé com brie e parma em salsa de tomate.

Importado pela Preebor, pode ser encontrado em todo o Brasil, desde lojas especializadas até algumas grandes redes de supermercados, com preço que varia dos R$40 aos R$60.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Vai uma “espumosa aí”?

Barley fieldImage by Tiago Cabral via Flickr

Ontem o Didú Russo, em seu blog, discursou sobre a comunicação das cervejarias e o patrocínio aos principais eventos gastronômicos no Brasil. Ele tem razão! E eu busco aqui na memória, só do que vi neste ano, e me lembro do programa Harmonize, do canal GNT, patrocinado pela cerveja Bohemia (com pratos específicos para armonizar com uma das cervejas desta linha) e do principal torneio de tênis brasileiro, nosso único ATP, o Aberto da Costa do Sauípe, onde a cerveja Nobel estava em lugar de destaque (pagando cotas mais elevadas de patrocínio), com sua marca sempre apresentada entre um ponto e outro, e a ViniBrasil (Rio Sol) e a CyT (Casillero Del Diablo), apesar de também patrocinarem, apareciam, apenas, de vez em quando, rapidamente, numa troca de bolas (cotas inferiores de patrocínio ou co-patrocínio).

Mais comunicação (com menos marketing), divulgando, informando e aproximando o vinho, trará mais benefícios de longo prazo do que, na marra, inventar que temos este ou aquele “melhor vinho do mundo”, ou “cult wines” ou “vinhos Premium”.

E é preciso ser inteligente pra concorrer com AmBev, Schincariol, Femsa e companhia, pois nenhuma de nossas vinícolas, sozinha, tem poder para tal empreitada.
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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Dádivas Chardonnay 2008

Elaborado pela Vinícola Lídio Carraro, este branco da linha Sul Brasil é um 100% chardonnay de vinhedos próprios em Encruzilhada do Sul, na Serra do Sudeste, RS. Sem passagem por carvalho, afina apenas em tanques de aço inox. 13,3% vol álc.

Amarelo dourado. Nariz com muitos cítricos, abacaxi, pêra, pêssego, manteiga. Em boca, carece de um pouco de acidez, com retrogosto tendendo a pêssego, manteiga. Persistência 20+.

O nariz deste vinho empolga muito, mais do que as sensações no palato. Um pouquinho mais de acidez o deixaria mais agradável, versátil e gastronômico. Acompanhou cioba assada (sobre cama de cebola, alho poro e o próprio vinho, temperado apenas com flor de sal e uma pitada de pimenta branca, sem outras especiarias) com batatas e melhorou, porém sem empolgar. Um preparo mais pesado ou carregado em especiarias deixaria o vinho muito pra trás.

Quanto à sua longevidade, não creio que vá evoluir, pelo contrário, deve começar a cair e creio, inclusive, que a falta de acidez que encontrei já é um indício disto, considerando outras catas deste vinho que acompanhei nos últimos meses.

Em sua faixa de preço, ao redor dos R$50,00, fica um pouco abaixo da maior parte das opções. A luz no fim do túnel é que esta foi apenas a primeira safra deste vinho, que, creio, deve melhorar nos próximos anos.

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