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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tamaya Reserva Especial 2002

Elaborado pela Viña Casa Tamaya, no vale de Limari, Chile. Cabernet Sauvignon (50%), Carmenere (25%) e Syrah (25%). Amadurecido em barricas de carvalho por 14 meses. 13,5% vol álc.

Rubi, acastanhado, com bordas alaranjadas, evidenciando a idade. Nariz complexo, precisa de tempo para se abrir... Frutas vermelhas, com groselha bem expressiva, toques de madeira, baunilha, chocolate, café ao final, algumas notas de especiarias e herbáceos. Fundo de taça com notas de tabaco. Em boca, integração total entre os taninos já acalmados, com a acidez ainda viva e correta. Encorpado, com boca complexa, uma mescla de notas de madeira, tabaco, com toques herbáceos. Longo. 30+.

Vinho bem evoluído, creio que no seu apogeu. Tem estrutura para suportar ainda uns dois anos neste estágio.

Com comida ou só? Eu, como um apreciador dos vinhos evoluídos, deixaria a comida em segundo plano... Algo simples como uma tábua de queijos e frios, um mix de bruschettas ou algo do gênero. Mas deve ser companhia muito boa para cordeiro assado com especiarias, lombo de porco recheado com mix de cogumelos, magret de pato ao molho de frutas vermelhas etc.
Não sei como está a distribuição por território nacional, mas aqui em Brasília pode ser encontrado em muitos endereços. A Super Adega oferece o melhor preço, ao redor dos R$60,00, pelo qual o considero uma ótima compra.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Palo Alto Reserva 2007

Este chileno, blend de 60% Cabernet Sauvignon, 15% Syrah e 25% Carmenere, é elaborado no Valle del Maule pela Vinícola Palo Alto, uma das muitas divisões da gigante Concha y Toro. Estágio de 7 meses em barrica de carvalho americano. 13,5% vol álc.

Vinho de setembro/2009 da Confraria Brasileira de Enoblogs, esta foi a escolha do confrade Alexandre Frias, do blog Diário de Baco.

Serviço: Aberto 1 hora antes. Descanso em taça por mais 15 minutos.

Rubi, com reflexos violáceos. Aromas ainda fechados, com madeira e frutas negras bem discretas, além de álcool incomodando um pouco. Após algum tempo o frutado torna-se mais evidente, porém o álcool continua incomodando e mascarando outras nuances. Em boca, taninos e acidez bem discretos deixam o vinho muito plano. Final de boca com (in)discreto amargor. Persistência 10+.

Melhorou um pouco com a comida, uma jantinha caseira e rápida, filé de lombo suíno, com molho de tomate, palmito, alcaparras e cebola salteados em azeite e batatas assadas. Mas, mesmo assim, não empolgou muito. Além dos pequenos defeitos identificados, é um vinho sem mensagem alguma, produto industrial, sem alma. Outro chileno, blend de cabernet sauvignon e syrah que já comentei, o Aliwen Reserva 2007, apesar das críticas que fiz, teve mais a dizer.

Pelos R$ 27,00 pagos na Super Adega, dá pra gastar melhor, com alguns Merlots nacionais, ou portugueses de base de gama, por exemplo, o famoso Periquita, da José Maria da Fonseca. Isso sem falar nas opções de espumantes e brancos que costumam ser boas nesta faixa de preço.
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