domingo, 1 de agosto de 2010

Pequenas Partilhas Cabernet Franc 2008 #cbe

Brasil, Serra Gaúcha. Cooperativa Vinícola Aurora elabora este varietal Cabernet Franc. Rápida passagem por barricas de carvalho. 13% vol álc.

Pequenas Partilhas é uma das linhas topo de gama desta cooperativa. A linha conta ainda com outro varietal da casta Carmenère. São vinhos elaborados em pequenas quantidades e apenas em safras especiais. Nesta safra foram elaboradas 12.500 garrafas do varietal Cabernet Franc. A garrafa avaliada foi a de número 6.572.

Este é o vinho que avalio para a Confraria Brasileira de Enoblogs neste primeiro de agosto, cujo tema foi indicado pelo confrade Jurandir, Eu e o Vinho.

Rubi, brilhante, levemente translúcido.

Nariz expressivo. De início evoca algo doce, madeira surge em conjunto com boa carga de frutas. Frutas negras (ameixa e amora, principalmente), baunilha e um toque discreto de pimenta negra (algo entre pimenta do reino e pimenta jamaica). Jovial e refrescante, convida ao primeiro - ou ao próximo - gole.

Corpo leve para médio, com taninos redondos e elegantes. Sabores confirmam o frutado e a madeira do nariz. Bom frescor, característico dos vinhos da Serra Gaúcha. Com a temperatura um pouco mais elevada surge um toquezinho de álcool que mascara um pouco a paleta de sabores. Fim de boca com gostosa ameixa. Persistência 10+.

A vinícola indica seu consumo ainda jovem. Opinião com a qual concordo. Não me parece ter vocação para envelhecer bem. No mais, creio que o seu apelo está, mesmo, na jovialidade e no frescor.

Um bom vinho para o dia a dia, com preço ao redor - e às vezes abaixo - dos R$ 30,00. Parece-me, ainda, uma boa introdução à casta. No teste com a comida, provado ao lado de grana padano e salame italiano, não chegou a empolgar. Brigou com um, foi indiferente ao outro. Deve funcionar com massas acompanhadas por molho vermelho (sugo, bolognese, tomates frescos salteados etc). Mas sozinho já é bem interessante.

PS: Havia me proposto, e até comunicado aos confrades, a avaliar o Valdemiz Cabernet Franc 2003. Como eu já suspeitava, o vinho estava muito oxidado e não valia a pena gastar esta oportunidade com ele.

2 comentários:

Alexandre disse...

Olá Marcus!

Sempre bom ler as impressões de alguém que bebeu o mesmo vinho!

Também gostei dele. É simples, mas diz a que veio.

Talvez tente sua sugestão de harmonização com a outra garrafa que tenho aqui, embora tenha um pouco de receio pela acidez acentuada que o tomate demanda.

E concordo muito com teu comentário sobre ser um vinho de consumo imediato!

Ótima nota!

Um abraço

Marcus disse...

Opa Alexandre,

Que tremenda atenção você recebeu do representante aí na sua região, hein?

Acho que a acidez deste vinho deve ser suficiente pra dar conta do tomate. Em todo o caso, como a sua sugestão também é boa e as duas podem caminhar juntas, se tiver a oportunidade, faça o teste. Depois me conte.

Abs.,
Marcus

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